sexta-feira, 15 de julho de 2016

Política se faz com o cérebro, não com o fígado

O Brasil tem milhares de políticos e quase nenhum político.

Explico: a imensa maioria dos que fazem da política a sua atividade principal, tendo ou não cargo público ou eletivo, despreza as noções básicas do ofício.

Eles agem por pura intuição, como se seus instintos fossem infalíveis.

Colocma o assistencialismo acima do debate ideológico ou programático.

Ignoram projetos ou meros planos de ação.

Mas, principalmente, decidem impulsionados pelo fígado e não pelo cérebro.

Quando surge um político que consegue sobrepor a razão à emoção, ele vira um gigante entre os seus - para o bem ou para o mal, vide o caso de Eduardo Cunha.

Ao contrário, aqueles que se movem pelo ressentimento, pela inveja, pelo despeito, acabam soterrados na vala comum do esquecimento - vide os exemplos das Soninhas, das Martas, das Heloísas Helenas...

Não pode haver na política lugar para o ódio, esse sentimento natural nos homens.

Um político não deve ter inimigos, mas sim adversários.

A política não é uma guerra, mas sim a sua alternativa, a sua negação. (Carlos Motta)

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