quarta-feira, 27 de julho de 2016

O ministério dos sem nomes

Houve um tempo em que, até por dever de ofício, eu sabia o nome de todos os ministros de Estado na ponta da língua.

O número de ministros foi crescendo, mas mesmo assim dava para lembrar a maioria deles, ou os mais importantes, sem nenhum esforço.

Claro que os da Fazenda, Planejamento, Indústria e Comércio, Casa Civil, Saúde, Educação, Cultura, Previdência Social, eram barbada, pois estavam sempre no noticiário, a todo instante a gente tinha de "fechar" (editar) uma matéria sobre eles.

Mesmo afastado das redações mantive esse hábito de considerar os ministros de Estado como parte inseparável do governo central.

Lula sem Mantega, convenhamos, não seria Lula.

Isso tudo mudou neste ano quando os hunos assaltaram Brasília.

Depois disso, passo os olhos pelas notícias e só reparo que existem ministros de Estado nesse governo golpista porque eles fazem questão absoluta de se fazer notar pelo ridículo, pela agressão às mais elementares normas de civilidade, e pela intenção feroz de servir de capachos da mais cruel plutocracia do planeta, a brasileira.

Felizmente, para resguardo da minha sanidade, não sei o nome de nenhum deles.

E tenho a certeza de que a história reservará a eles um lugar merecido - a lata de lixo. (Carlos Motta)

Nenhum comentário:

Postar um comentário