segunda-feira, 11 de julho de 2016

Educar é preciso. Mas como?

O Brasil Novo vai acabar com a farra do petróleo é nosso.

Sabe aquela história de que uma montanha de dinheiro da exploração da camada de pré-sal seria destinado para a educação e para a saúde públicas?

Bem, esqueça.

A grana vai mesmo alimentar os cofres das petroleiras internacionais - e os bolsos de políticos e parlamentares brasileiros, é claro, porque ninguém é de ferro.

Mas vamos supor que nossos congressistas sejam acometidos por algum tipo de vírus que lhes devolva a vergonha na cara e eles mantenham a lei do petróleo do jeito que está.

Isso seria suficiente para, daqui a não sei quantas gerações, com massivos investimentos em educação, transformar a sociedade brasileira, formada majoritariamente por pessoas que creem que o mundo foi formado a partir do estalar de dedos de uma divindade, que acreditam com fervor absoluto no que dizem os apresentadores do Jornal Nacional, que balançam a cabeça em sinal de aprovação a cada "bandido bom é bandido morto" que ouvem dos Datenas da vida, em um ambiente no qual predomine o senso crítico, a lógica, o conhecimento histórico, a sensatez, enfim?

Não creio.

O processo educativo é complexo.

Começa em casa, passa pela escola, continua no dia a dia, na massa informativa que a gente recebe quando liga a televisão, acessa a internet, lê os jornais, vai à igreja - vive a vida.

Uma coisa depende da outra, o mecanismo que move a sociedade é interdependente.

De toda maneira, algo precisa ser feito com a máxima urgência, para que o Brasil, país que tem uma das populações mais ignorantes do planeta, seja, ao menos, habitável. (Carlos Motta)

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