Pular para o conteúdo principal

Datafolha mostra quadro ideológico inalterado: esquerda tem 30% dos votos.

Pesquisas eleitorais têm, na situação atual do país, vítima de um golpe de Estado, praticamente nenhum valor para mensurar a real situação dos prováveis candidatos presidenciais - os institutos de pesquisa, afinal, fazem parte do grupo golpista.

Chama a atenção, porém, nesse último Datafolha, a situação do que se convenciona chamar de esquerda no Brasil. 

Caçada, perseguida implacavelmente pelos meios de comunicação, Judiciário e Ministério Público, seus representantes continuam com a mesma intenção de votos que sempre tiveram, ao menos nos últimos anos: cerca de 30% do eleitorado.

A intenção de voto em Lula, nos dois cenários mais prováveis do primeiro turno, nos quais os candidatos tucanos são Aécio Neves e Geraldo Alckmin, oscila entre 22% a 23%; Ciro Gomes tem 6% em ambos; e Luciana Genro, 2% também nos dois cenários. 

Os candidatos da direita arrebanham entre 24% e 27% dos votos, praticamente o mesmo que a esquerda.

Marina Silva, que faz o impossível para se vender como candidata do centro (a famosa terceira via), tem 17% concorrendo contra Aécio, e 18% quando o candidato tucano é Alckmin.

Brancos e nulos oscilam entre 18% e 20%, números normais nas eleições presidenciais.

E indecisos somam 7% nos dois cenários mais prováveis.

A maior rejeição entre os candidatos é a de Lula, com 46%. Importante destacar que, poucos meses atrás era bem maior, de 57%. 

Ou seja, numa campanha eleitoral de verdade, a imagem do ex-presidente, que sofre ataques diários há vários anos, pode melhorar ainda mais.

No resumo da ópera, essa última pesquisa de intenção de votos para a Presidência do Datafolha mostra exatamente como se divide ideologicamente o eleitorado brasileiro: 30% é de esquerda; 30% de direita; de 20% a 30% dos eleitores mudam de lado a cada pleito; e o restante faz questão rejeitar qualquer candidato.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Pátria deseducadora

A arte popular brasileira ganha um livro

"Eu me ensinei: narrativas da criatividade popular brasileira" é ao mesmo tempo um livro de arte e um compêndio raro sobre a obra de 78 artistas autodidatas de todo o país. “Eu me ensinei sozinha”, frase cunhada por Izabel Mendes da Cunha, conhecida como Dona Izabel, representa, com clareza, a síntese da categoria que aglutina os artistas do livro. A obra será lançada no dia 7 de dezembro de 2017, às 18h30, na Livraria Martins Fontes – Avenida Paulista, 509, em São Paulo. 
Autoria e projeto editorial de Edna Matosinho de Pontes, a publicação bilíngue (português e inglês), 464 páginas, editada pela Via Impressa Edições de Arte, além de registrar a vida e obra dos artistas relacionados, traz um ensaio aprofundado sobre a questão da arte popular, de Ricardo Gomes de Lima, e texto de apresentação assinado por Fabio Magalhães. 

Com seu arsenal de conhecimento sobre essa expressão artística nacional, acumulado ao longo de 30 anos como estudiosa, colecionadora e galerista, Edna Ponte…

Juiz de direito, guitarrista. E criador de um festival internacional de música

Carlos Motta
A vida de músico não é fácil no Brasil. Da mesma forma, não é para os fracos a tarefa de promover a música num ambiente dominado por uma indústria que odeia a qualidade. Mesmo assim há pessoas que se dedicam simultaneamente à vida artística e à extenuante missão de levar cultura ao público. 

Haja fôlego, haja coragem, haja vontade.

A situação se complica ainda mais quando essa pessoa exerce uma profissão que exige uma atenção constante, quase como um sacerdócio. 

Esse é o caso o doutor José Fernando Seifarth de Freitas, juiz da Vara da Família em Piracicaba, importante cidade do interior paulista, que também é Fernando Seifarth, violonista dos mais respeitados entre o pessoal que toca o jazz manouche, ou cigano, gênero que nasceu da genialidade do belga Django Reinhardt, lá nos anos 30 do século passado e rapidamente se espalhou pelo mundo todo. 

O juiz de direito e o músico, provando que muitas vezes querer é poder, se fundiram há alguns anos para criar um dos mais interessan…