domingo, 17 de julho de 2016

Datafolha mostra quadro ideológico inalterado: esquerda tem 30% dos votos.

Pesquisas eleitorais têm, na situação atual do país, vítima de um golpe de Estado, praticamente nenhum valor para mensurar a real situação dos prováveis candidatos presidenciais - os institutos de pesquisa, afinal, fazem parte do grupo golpista.

Chama a atenção, porém, nesse último Datafolha, a situação do que se convenciona chamar de esquerda no Brasil. 

Caçada, perseguida implacavelmente pelos meios de comunicação, Judiciário e Ministério Público, seus representantes continuam com a mesma intenção de votos que sempre tiveram, ao menos nos últimos anos: cerca de 30% do eleitorado.

A intenção de voto em Lula, nos dois cenários mais prováveis do primeiro turno, nos quais os candidatos tucanos são Aécio Neves e Geraldo Alckmin, oscila entre 22% a 23%; Ciro Gomes tem 6% em ambos; e Luciana Genro, 2% também nos dois cenários. 

Os candidatos da direita arrebanham entre 24% e 27% dos votos, praticamente o mesmo que a esquerda.

Marina Silva, que faz o impossível para se vender como candidata do centro (a famosa terceira via), tem 17% concorrendo contra Aécio, e 18% quando o candidato tucano é Alckmin.

Brancos e nulos oscilam entre 18% e 20%, números normais nas eleições presidenciais.

E indecisos somam 7% nos dois cenários mais prováveis.

A maior rejeição entre os candidatos é a de Lula, com 46%. Importante destacar que, poucos meses atrás era bem maior, de 57%. 

Ou seja, numa campanha eleitoral de verdade, a imagem do ex-presidente, que sofre ataques diários há vários anos, pode melhorar ainda mais.

No resumo da ópera, essa última pesquisa de intenção de votos para a Presidência do Datafolha mostra exatamente como se divide ideologicamente o eleitorado brasileiro: 30% é de esquerda; 30% de direita; de 20% a 30% dos eleitores mudam de lado a cada pleito; e o restante faz questão rejeitar qualquer candidato.

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