Pular para o conteúdo principal

Para muitas empresas a crise é obra de ficção

O Brasil pode estar passando por uma tremenda crise econômica, mas muitas empresas estão indo muito bem, obrigado.

A informação é da Reputation Dividend, que divulgou hoje seu segundo relatório anual, com uma lista de 20 companhias que estão faturando horrores no solo pátrio.

O press release, bem mal escrito, por sinal, traz o ranking dessas empresas para as quais a crise é uma obra de ficção:

As vinte melhores reputações corporativas no Brasil contribuíram com US$89 bilhões em valor para os acionistas

Mesmo em condições econômicas adversas, algumas empresas do Ibovespa estão contrariando essa tendência e utilizando seus ativos reputacionais favoravelmente aos seus stakeholders e tangibilizando o intangível

SÃO PAULO, 5 de julho de 2016 - /PRNewswire/ -- A Reputation Dividend (www.reputationdividend.com), em associação com a MZ" (www.mzgroup.com), anunciou hoje o Ranking Brasil 2016 da Reputation Dividend. Esse segundo relatório anual confirma que reputações corporativas fortes continuam a sustentar o valor de mercado em várias das principais empresas integrantes do Índice Bovespa ("Ibovespa"), representando substanciais ativos econômicos.



Posição CompanhiaPrêmio de ReputaçãoValor da Reputação
(US$ milhões) Maio/16
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
Ambev
Klabin
Weg
Cielo
Ultrapar
Raia Drogasil
ISA CTEEP
Embraer
CCR
Lojas Americanas
Porto Seguro
BRF
Totvs
BB Seguridade
Hypermarcas
Tractebel Energia
Lojas Renner
Itaú Unibanco
BM&FBovespa
Banco Bradesco
43%
39%
37%
36%
36%
35%
32%
31%
30%
28%
28%
27%
24%
24%
24%
23%
23%
22%
18%
15%
35.682
2.316
2.435
7.273
3.934
1.703
746
1.411
2.251
1.612
689
3.091
325
3.937
1.200
1.582
869
10.936
1.498
5.957
TOP 20 TOTAL89.447



Para Simon Cole, fundador e CEO da Reputation Dividend, "embora o mercado acionário no Brasil esteja enfrentando condições excepcionalmente difíceis, algumas empresas estão conseguindo aliviar a dor e mitigar a pressão descendente no seu valor de mercado por meio de uma gestão mais eficaz da reputação. Como resultado, nós observamos que essas empresas brasileiras apesentam um desempenho similar ao das companhias integrantes dos índices S&P e FTSE, onde a gestão do valor da reputação encontra-se em estágio mais desenvolvido".

"Nossa associação com a Reputation Dividend evoluiu e incorporamos o seu racional para análise quantitativa de reputação no Engage-x (www.engage-x.com). Recém lançada, o Engage-x é nossa plataforma tecnológica disruptiva que permite às partes interessadas (stakeholders) ter acesso exclusivo a informações corporativas, notícias/comentários com análise de sentimento, índices e gaps de valor e reputação, relatórios de analistas e comentários em grupos de stakeholders, tanto para empresas de capital aberto como fechado. O Engage-x disponibiliza informações em tempo real e contribui com a gestão proativa do valor da reputação corporativa", comentou Rodolfo Zabisky, presidente do conselho e CEO da MZ".

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Pátria deseducadora

A arte popular brasileira ganha um livro

"Eu me ensinei: narrativas da criatividade popular brasileira" é ao mesmo tempo um livro de arte e um compêndio raro sobre a obra de 78 artistas autodidatas de todo o país. “Eu me ensinei sozinha”, frase cunhada por Izabel Mendes da Cunha, conhecida como Dona Izabel, representa, com clareza, a síntese da categoria que aglutina os artistas do livro. A obra será lançada no dia 7 de dezembro de 2017, às 18h30, na Livraria Martins Fontes – Avenida Paulista, 509, em São Paulo. 
Autoria e projeto editorial de Edna Matosinho de Pontes, a publicação bilíngue (português e inglês), 464 páginas, editada pela Via Impressa Edições de Arte, além de registrar a vida e obra dos artistas relacionados, traz um ensaio aprofundado sobre a questão da arte popular, de Ricardo Gomes de Lima, e texto de apresentação assinado por Fabio Magalhães. 

Com seu arsenal de conhecimento sobre essa expressão artística nacional, acumulado ao longo de 30 anos como estudiosa, colecionadora e galerista, Edna Ponte…

Juiz de direito, guitarrista. E criador de um festival internacional de música

Carlos Motta
A vida de músico não é fácil no Brasil. Da mesma forma, não é para os fracos a tarefa de promover a música num ambiente dominado por uma indústria que odeia a qualidade. Mesmo assim há pessoas que se dedicam simultaneamente à vida artística e à extenuante missão de levar cultura ao público. 

Haja fôlego, haja coragem, haja vontade.

A situação se complica ainda mais quando essa pessoa exerce uma profissão que exige uma atenção constante, quase como um sacerdócio. 

Esse é o caso o doutor José Fernando Seifarth de Freitas, juiz da Vara da Família em Piracicaba, importante cidade do interior paulista, que também é Fernando Seifarth, violonista dos mais respeitados entre o pessoal que toca o jazz manouche, ou cigano, gênero que nasceu da genialidade do belga Django Reinhardt, lá nos anos 30 do século passado e rapidamente se espalhou pelo mundo todo. 

O juiz de direito e o músico, provando que muitas vezes querer é poder, se fundiram há alguns anos para criar um dos mais interessan…