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Brasil despenca em ranking mundial de direitos da criança

Relatório da Unicef publicado nesta semana analisa a situação das crianças no mundo. Aponta-se que, globalmente, as taxas de mortalidade de crianças até aos cinco anos baixaram para menos de metade, em comparação com as taxas de 1990, e a chance de crianças que nascem hoje irem à escola aumentou em média 40%, em comparação com as nascidas no início da década de 2000.

Porém, as médias escondem disparidades flagrantes – e por vezes crescentes – entre crianças de famílias mais pobres e crianças de famílias mais ricas. Assim, o relatório coloca o enfoque na igualdade.

Segundo o relatório, se nada for feito, 69 milhões de crianças menores de 5 anos morrerão de 2016 a 2030; até 2030, 167 milhões de crianças viverão em pobreza extrema e 60 milhões de crianças em idade escolar estarão fora da escola.

Ainda, o relatório aponta que o progresso das crianças menos favorecidas é um imperativo moral e estratégico: "Investir no progresso acelerado para as crianças que ficaram pra trás ou se enfrentar as consequências de um mundo muito mais dividido em 2030".

Rankings internacionais tem mostrado a piora do Brasil no cenário internacional quanto aos direitos das crianças: ranking da ONG holandesa Kids Rights, feito com base em dados de 163 países, mostra que o Brasil ainda patina quando o assunto é proteção aos direitos da criança e do adolescente. Segundo o ranking, em apenas um ano (entre 2015 e 2016), o país caiu 64 posições em ranking elaborado pela entidade sobre o assunto. Pesam contra o país os cortes no orçamento que afetam programas e políticas públicas, a falta de dados sobre crianças em situação de risco e a descriminação de raça e gênero. (Ana Luíza Matos de Oliveira, economista/Fundação Perseu Abramo)

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