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As seitas formadas pelos fascistas e pela extrema esquerda

Quando a gente lê as barbaridades que essas pessoas da extrema direita escrevem nas redes sociais vem a certeza de que elas não estão nem aí para a política, mas sim formam uma espécie de seita, como os tantos cultos religiosos que existem por aí afora.

Meu primeiro contato com gente desse tipo foi na Jundiaí dos anos 80, um grupo que se pretendia de esquerda abrigado no então recém-fundado Partido dos Trabalhadores, chamado Convergência Socialista, que hoje forma o PSTU.

Já naquela época esse pessoal agia completamente dissociado da realidade, seguindo cegamente as ordens do líder, um tal de Zé Maria, que permanece até hoje à frente da agremiação, como um Messias a iluminar o caminho que inexoravelmente conduzirá os trabalhadores brasileiros ao paraíso.

A adoração que vários têm pelo deputado fascista Jair Bolsonaro me lembra muito essa turma, deglutidora de slogans, sem quase nenhum senso crítico, portadora de uma dialética esfarrapada, e com a vital necessidade de dividir o universo entre bons e maus.

Os fascistas demonizam os comunistas, os petistas, e qualquer um que tenha dois neurônios, o suficiente para aceitar o progresso da civilização humana.

Para eles, o mundo ideal é o das trevas, onde se queimam bruxas nas fogueiras.

Já a rapaziada do PSTU continua achando que é possível aos trabalhadores, no poder, "romper com o imperialismo" e promover uma "segunda independência do Brasil" - como se a plutocracia, que não permitiu nem que o PT instalasse um arremedo de social-democracia por aqui, fosse estender um tapete vermelho para eles...

Os dois grupos, junto com setores do Ministério Público, do Judiciário, e de "comunicadores" de massa, estão, na realidade, ao rejeitar a ação política como instrumento de mudanças, promovendo um enorme desserviço à consolidação da democracia no país. 

O que se tem a fazer é aperfeiçoar o sistema político-partidário brasileiro, e não extingui-lo, como querem alguns. (Carlos Motta)

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