sexta-feira, 29 de julho de 2016

As delícias do Estado mínimo


O Estado mínimo defendido pela turma que deu um chega pra lá nos trabalhistas - e que em pouco tempo será efetivamente adotado por todo o país -, me desculpem os seus críticos, mas traz coisas excelentes.

Eis algumas:

1) Sem o SUS, com os planos de saúde cobrando os olhos da cara, as pessoas vão parar de inventar doenças. Ou seja: não precisarão mais tomar aqueles chás de cadeira intermináveis à espera de diagnósticos infalíveis como "o sr. tem uma virose".

2) Sem o ensino gratuito, as crianças passarão mais tempo com seus pais, e esses poderão, finalmente, educar os seus filhos da maneira que acham certo, sem essas bobagens de dizer que o homem evoluiu do macaco ou que o universo nasceu de um "big bang". Ah, e nada de encher a cabeça das crianças com coisas que a fazem pensar. Melhor é acreditar no que diz a Bíblia e ponto final.

3) O fim do subsídio ao crédito para a compra de imóveis também será salutar. Para que se preocupar em pagar prestações? Quer construir uma casa, tudo bem: pegue tijolo, cimento, areia - e mãos à obra! Nada como um bom exercício para se ter uma vida saudável.

4) A terceirização também vai ajudar as pessoas. Ora, sem encargos trabalhistas e sociais, os empresários brasileiros, reconhecidamente entre os mais competentes, responsáveis e generosos do mundo, vão contratar mais pessoas, vão poder até mesmo aumentar os salários. Hoje, é fato notório, eles sofrem demais com impostos, taxas, contribuições, e é um verdadeiro mistério saber como conseguem sobreviver.

5) O trabalho enobrece o homem - essa máxima é realmente o máximo. Por isso, finalmente os trabalhadores brasileiros vão poder trabalhar até a morte sem ter de interromper, com essa aposentadoria maligna que o governo lhes impõe, os melhores anos de suas vidas.

A lista de benefícios do Estado mínimo é muito mais extensa. 

Os exemplos acima são apenas para que seus críticos, esses petistas, esquerdistas, lulodilmistas, bolivarianos, comunistas e socialistas, ponham-se em seus lugares, ou seja, parem de tentar mudar o rumo da história. (Carlos Motta)

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