sábado, 11 de junho de 2016

O dr. Mesóclise preside um clube, não o país

Quem faz da política a sua profissão depende, mais do que qualquer outra coisa, das relações e do contato permanente com outras pessoas - político precisa, essencialmente, de votos. 

Partindo desse pressuposto, o que se vê hoje no país é algo sui generis: um presidente da República sem votos, que recusa o contato com a população e vive enclausurado, cercado de seguranças, em suas residências em São Paulo e Brasília.

Há quem diga que o dr. Mesóclise é um excelente articulador.

Deve ser, e somente isso explica como chegou à presidência do PMDB e à vice-presidência da República, já que, como político nunca ultrapassou o grau da mediocridade.

Há uma diferença enorme entre ser um obscuro deputado, eleito graças ao coeficiente eleitoral, que trafega com desenvoltura nos subterrâneos da Câmara, costura apoios e pactos aqui e ali, presta favores, e um presidente da República, que não só é obrigado a mesclar a atuação de político com a de administrador, mas tem a necessidade de sentir, dia a dia, o pulso da sociedade nas questões mas abrangentes possíveis.

Dilma Rousseff, ao contrário de seu antecessor, e como o dr. Mesóclise, também não é uma figura carismática, não domina a arte da oratória, mas, ao menos, nunca se absteve de se expor ao público - comportou-se no cargo como deve se comportar um presidente da República.  (Carlos Motta)

Recente pesquisa mostrou que a popularidade do dr. Mesóclise, em início de governo, é igual à de Dilma, que sofreu o mais pesado bombardeio dos meios de comunicação da história do Brasil.

E isso sem que a população tenha sentido o efeito, inevitável, das medidas anunciadas pelos golpistas, que pretendem reduzir a pó o incipiente Estado de bem-estar social criado pelos trabalhistas.

O mais impressionante neste momento trágico é a atitude dos golpistas - presidente, ministros, parlamentares -, que acreditam que podem governar o país completamente isolados da sociedade, como se estivessem num clube exclusivo e elitista - ou tocando os negócios de um armazém de secos e molhados.

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