segunda-feira, 27 de junho de 2016

Delações, delatores e a democracia

Uma das mais nefastas consequências destes últimos anos de mensalões, petrolões, lava jatos e outras operações judiciais-midiáticas empreendidas com o propósito de exterminar a esquerda brasileira foi incutir na cabeça, já fraca, de uma parte da população, que basta uma pessoa ser acusada de algo por quem quer que seja para ela se transformar em culpada.

Inverteu-se o ônus da prova.

Agora basta o dedo-duro dizer uma mentira qualquer sobre seu desafeto para que a vítima da calúnia vire réu.

Era assim nos tempos da inquisição.

Milhares de inocentes foram assassinados.

O alcagueta é um dos seres mais execráveis do universo.

Pior que ele só quem oferece a ele vantagens em troca da delação - a maior parte das vezes sem nenhuma prova.

A corrupção é um mal que exige o combate incessante.

Mas se para isso se subvertem os mais elementares princípios jurídicos, então é melhor deixar tudo como está.

Afinal, a injustiça também é uma forma de corrupção - moral e ética, que se institucionalizada, destrói um dos mais fortes pilares da democracia. (Carlos Motta)

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