Pular para o conteúdo principal

Velhos conhecidos, desconhecidos

Apenas algumas horas depois de ser afogado no mar de lama que produziu, Eduardo Cunha já foi abandonado por um monte de gente que comeu no seu prato.

O mesmo ocorreu, os mais velhos sabem bem disso, com Fernando Collor, que tão logo se conheceram os seus podres, foi completamente abandonado pelos seus eleitores, aqueles mesmos que viram nele um implacável "caçador de marajás".

Mais estranho ainda: aquele sujeito que, todos sabiam, era cabo eleitoral entusiasmado do governador boa pinta das Alagoas, de repente, como num passe de mágica, jurava que nem sabia que ele havia sido eleito presidente da República.

"O meu voto ele não teve", dizia o canalha.

Sei não, mas estou quase certo que o mesmo destino de Cunha e Collor terão os homens de bem que estão criando, a fórceps, com imenso esforço, o Brasil Novo.

Que eles são ruins de voto todo mundo sabe.

Mas logo, logo, por causa das "medidas impopulares" que terão de tomar para consertar a incompetência do lulodilmismopetismo, é bem capaz que consigam a façanha de virarem completos desconhecidos por aqueles que outro dia carregavam, sorridentes, suas fotos nas festividades dominicais convocadas pela rede de televisão do plim plim.  (Carlos Motta)

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Pátria deseducadora

A arte popular brasileira ganha um livro

"Eu me ensinei: narrativas da criatividade popular brasileira" é ao mesmo tempo um livro de arte e um compêndio raro sobre a obra de 78 artistas autodidatas de todo o país. “Eu me ensinei sozinha”, frase cunhada por Izabel Mendes da Cunha, conhecida como Dona Izabel, representa, com clareza, a síntese da categoria que aglutina os artistas do livro. A obra será lançada no dia 7 de dezembro de 2017, às 18h30, na Livraria Martins Fontes – Avenida Paulista, 509, em São Paulo. 
Autoria e projeto editorial de Edna Matosinho de Pontes, a publicação bilíngue (português e inglês), 464 páginas, editada pela Via Impressa Edições de Arte, além de registrar a vida e obra dos artistas relacionados, traz um ensaio aprofundado sobre a questão da arte popular, de Ricardo Gomes de Lima, e texto de apresentação assinado por Fabio Magalhães. 

Com seu arsenal de conhecimento sobre essa expressão artística nacional, acumulado ao longo de 30 anos como estudiosa, colecionadora e galerista, Edna Ponte…

Juiz de direito, guitarrista. E criador de um festival internacional de música

Carlos Motta
A vida de músico não é fácil no Brasil. Da mesma forma, não é para os fracos a tarefa de promover a música num ambiente dominado por uma indústria que odeia a qualidade. Mesmo assim há pessoas que se dedicam simultaneamente à vida artística e à extenuante missão de levar cultura ao público. 

Haja fôlego, haja coragem, haja vontade.

A situação se complica ainda mais quando essa pessoa exerce uma profissão que exige uma atenção constante, quase como um sacerdócio. 

Esse é o caso o doutor José Fernando Seifarth de Freitas, juiz da Vara da Família em Piracicaba, importante cidade do interior paulista, que também é Fernando Seifarth, violonista dos mais respeitados entre o pessoal que toca o jazz manouche, ou cigano, gênero que nasceu da genialidade do belga Django Reinhardt, lá nos anos 30 do século passado e rapidamente se espalhou pelo mundo todo. 

O juiz de direito e o músico, provando que muitas vezes querer é poder, se fundiram há alguns anos para criar um dos mais interessan…