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Velhos conhecidos, desconhecidos

Apenas algumas horas depois de ser afogado no mar de lama que produziu, Eduardo Cunha já foi abandonado por um monte de gente que comeu no seu prato.

O mesmo ocorreu, os mais velhos sabem bem disso, com Fernando Collor, que tão logo se conheceram os seus podres, foi completamente abandonado pelos seus eleitores, aqueles mesmos que viram nele um implacável "caçador de marajás".

Mais estranho ainda: aquele sujeito que, todos sabiam, era cabo eleitoral entusiasmado do governador boa pinta das Alagoas, de repente, como num passe de mágica, jurava que nem sabia que ele havia sido eleito presidente da República.

"O meu voto ele não teve", dizia o canalha.

Sei não, mas estou quase certo que o mesmo destino de Cunha e Collor terão os homens de bem que estão criando, a fórceps, com imenso esforço, o Brasil Novo.

Que eles são ruins de voto todo mundo sabe.

Mas logo, logo, por causa das "medidas impopulares" que terão de tomar para consertar a incompetência do lulodilmismopetismo, é bem capaz que consigam a façanha de virarem completos desconhecidos por aqueles que outro dia carregavam, sorridentes, suas fotos nas festividades dominicais convocadas pela rede de televisão do plim plim.  (Carlos Motta)

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