Pular para o conteúdo principal

O futuro do Brasil Novo: ser colônia dos EUA

A escolha de José Serra para o cargo de ministro das Relações Exteriores não poderia ter sido melhor para os interesses dos golpistas.

Serra, como todos sabem, é um notório entreguista.

E o governo do usurpador está aí para isso mesmo: entregar as riquezas do país ao capitalismo internacional - leia-se, grandes corporações americanas e europeias, fortalecendo o controle dos Estados Unidos sobre o mundo e, especialmente, sobre a América Latina, região onde o Brasil firmava a sua ascendência.

Como consequência da ida de Serra ao MRE, o grupo conhecido por Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), contraponto viável e forte à dominação americana, será esvaziado, já que o Brasil deverá se afastar dele.

Os planos de solodificar o banco de desenvolvimento formado pelo Brics, alternativa ao Banco Mundial, serão arquivados em breve.

Serra também, como já demonstrou na primeira nota oficial que o Itamaraty emitiu sob o seu comando, vai dar uma banana à América do Sul, principalmente aos países cujos governos não rezam integralmente na cartilha de Washington.

A missão do senador tucano, em suma, será essa: transformar o Brasil numa colônia americana.

Só isso.

Uma missão e tanto.  (Carlos Motta)

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Pátria deseducadora

A arte popular brasileira ganha um livro

"Eu me ensinei: narrativas da criatividade popular brasileira" é ao mesmo tempo um livro de arte e um compêndio raro sobre a obra de 78 artistas autodidatas de todo o país. “Eu me ensinei sozinha”, frase cunhada por Izabel Mendes da Cunha, conhecida como Dona Izabel, representa, com clareza, a síntese da categoria que aglutina os artistas do livro. A obra será lançada no dia 7 de dezembro de 2017, às 18h30, na Livraria Martins Fontes – Avenida Paulista, 509, em São Paulo. 
Autoria e projeto editorial de Edna Matosinho de Pontes, a publicação bilíngue (português e inglês), 464 páginas, editada pela Via Impressa Edições de Arte, além de registrar a vida e obra dos artistas relacionados, traz um ensaio aprofundado sobre a questão da arte popular, de Ricardo Gomes de Lima, e texto de apresentação assinado por Fabio Magalhães. 

Com seu arsenal de conhecimento sobre essa expressão artística nacional, acumulado ao longo de 30 anos como estudiosa, colecionadora e galerista, Edna Ponte…

Juiz de direito, guitarrista. E criador de um festival internacional de música

Carlos Motta
A vida de músico não é fácil no Brasil. Da mesma forma, não é para os fracos a tarefa de promover a música num ambiente dominado por uma indústria que odeia a qualidade. Mesmo assim há pessoas que se dedicam simultaneamente à vida artística e à extenuante missão de levar cultura ao público. 

Haja fôlego, haja coragem, haja vontade.

A situação se complica ainda mais quando essa pessoa exerce uma profissão que exige uma atenção constante, quase como um sacerdócio. 

Esse é o caso o doutor José Fernando Seifarth de Freitas, juiz da Vara da Família em Piracicaba, importante cidade do interior paulista, que também é Fernando Seifarth, violonista dos mais respeitados entre o pessoal que toca o jazz manouche, ou cigano, gênero que nasceu da genialidade do belga Django Reinhardt, lá nos anos 30 do século passado e rapidamente se espalhou pelo mundo todo. 

O juiz de direito e o músico, provando que muitas vezes querer é poder, se fundiram há alguns anos para criar um dos mais interessan…