Pular para o conteúdo principal

Faltam 5 votos para o golpe fazer água

A votação no Senado que concluirá o processo de impedimento da presidenta Dilma, no prazo máximo de 180 dias, não será o passeio que foi para os golpistas a etapa na Câmara dos Deputados.

Dos 81 senadores, 77 votaram o relatório do fantoche mineiro que sustentava o golpe. O presidente do Senado, o notório Renan, não votou.

Foram 55 votos pelo golpe e 22 contra.

Para barrar o crime, seriam precisos 41 votos - metade mais um.

Até aí, tudo normal.

Na próxima etapa, a decisiva, serão precisos 2/3 do Senado para que a presidenta Dilma seja afastada definitivamente da Presidência da República - por enquanto ela está apenas afastada temporariamente de suas funções para que possa preparar a sua defesa.

Assim, 54 senadores terão de apoiar o golpe.

Ou 27 terão de votar contra.

Na pior das hipóteses, faltam apenas 5 votos para abortar o golpe.

Na melhor, se as ausências desta última sessão se confirmarem, apenas 2 votos.

Como em política os ventos mudam de direção a cada instante, não é possível dizer neste momento que o golpe está consumado.

A favor dos criminosos golpistas estão os cofres públicos e privados e a leniência da Justiça contra os parlamentares malfeitores, principalmente.

Contra, a força da opinião pública, as manifestações de quase todos os setores da sociedade civil organizada contra o golpe, o ridículo internacional a que os aventureiros expuseram o país, e até mesmo a absoluta incompetência de um governo liderado por uma nulidade comprovada por anos e anos de desserviço público.

Como diz o velho chavão do futebol, o jogo termina só quando o árbitro apita o seu fim.  (Carlos Motta)

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Pátria deseducadora

A arte popular brasileira ganha um livro

"Eu me ensinei: narrativas da criatividade popular brasileira" é ao mesmo tempo um livro de arte e um compêndio raro sobre a obra de 78 artistas autodidatas de todo o país. “Eu me ensinei sozinha”, frase cunhada por Izabel Mendes da Cunha, conhecida como Dona Izabel, representa, com clareza, a síntese da categoria que aglutina os artistas do livro. A obra será lançada no dia 7 de dezembro de 2017, às 18h30, na Livraria Martins Fontes – Avenida Paulista, 509, em São Paulo. 
Autoria e projeto editorial de Edna Matosinho de Pontes, a publicação bilíngue (português e inglês), 464 páginas, editada pela Via Impressa Edições de Arte, além de registrar a vida e obra dos artistas relacionados, traz um ensaio aprofundado sobre a questão da arte popular, de Ricardo Gomes de Lima, e texto de apresentação assinado por Fabio Magalhães. 

Com seu arsenal de conhecimento sobre essa expressão artística nacional, acumulado ao longo de 30 anos como estudiosa, colecionadora e galerista, Edna Ponte…

Juiz de direito, guitarrista. E criador de um festival internacional de música

Carlos Motta
A vida de músico não é fácil no Brasil. Da mesma forma, não é para os fracos a tarefa de promover a música num ambiente dominado por uma indústria que odeia a qualidade. Mesmo assim há pessoas que se dedicam simultaneamente à vida artística e à extenuante missão de levar cultura ao público. 

Haja fôlego, haja coragem, haja vontade.

A situação se complica ainda mais quando essa pessoa exerce uma profissão que exige uma atenção constante, quase como um sacerdócio. 

Esse é o caso o doutor José Fernando Seifarth de Freitas, juiz da Vara da Família em Piracicaba, importante cidade do interior paulista, que também é Fernando Seifarth, violonista dos mais respeitados entre o pessoal que toca o jazz manouche, ou cigano, gênero que nasceu da genialidade do belga Django Reinhardt, lá nos anos 30 do século passado e rapidamente se espalhou pelo mundo todo. 

O juiz de direito e o músico, provando que muitas vezes querer é poder, se fundiram há alguns anos para criar um dos mais interessan…