sábado, 14 de maio de 2016

Bolsonaros e Malafaias não são fruto de geração espontânea

Para uma coisa esse golpe contra a democracia patrocinado pelos plutocratas e executado em conluio pelo Legislativo, Judiciário e Ministério Público, além é claro, de ter contado com a participação notável do vice-presidente, o que já seria um escândalo em qualquer país civilizado deste pobre planeta, serviu: escancarou a podridão do mundo político, a indigência moral e intelectual dos nossos parlamentares, e a burrice crassa do nosso eleitorado.

O show de horrores produzido pela Câmara dos Deputados e pelo Senado nas sessões golpistas foi algo inédito na história do Brasil.

Nunca antes tantos parlamentares haviam exposto, pública e coletivamente, e de maneira espontânea, a suas reais faces, sem maquiagem.

E elas chocaram, pelo seu horror, todos aqueles que carregam alguma noção de cidadania e de civilidade.

O problema são os outros, a imensa massa que não tem a menor ideia da importância do voto na vida de uma nação, esse pessoal que diz que todo político é corrupto - e vota nos mais corruptos!

A verdade é uma só: esse Congresso composto, em sua maioria, de figuras histriônicas e patéticas, de ignorantes e analfabetos, de reles batedores de carteira e traficantes de influência, foi eleito d-e-m-o-c-r-a-t-i-c-a-m-e-n-t-e.

Essas figuras abjetas que compõem o nosso Legislativo, é bom repetir, foram lá levadas por meio de votos conquistados em eleições livres.

O voto é secreto, cada eleitor vota em quem quiser, ninguém pode obrigá-lo a escolher A ou B, mas se ele vende o seu voto, ou não se importa em votar num ladrão qualquer ou num pastor picareta, o problema é dele.

Só que não...

O problema é nosso, o problema é do nosso país, o problema é que esse voto tem a capacidade de jogar o nosso futuro, como nação, no lixo.

Bolsonaros e Malafaias não são fruto de geração espontânea.

São, sim, frutos da burrice e da ignorância do brasileiro.  (Carlos Motta)

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