quinta-feira, 19 de maio de 2016

A assustadora sinceridade dos ministros

Na longa história da humanidade é impossível que tenha havido um ministério tão desqualificado quanto o formado pelo governo interino do Brasil.

As figuras que o compõem são inacreditáveis.

As bobagens que falaram em apenas uma semana de "trabalho" são antológicas.

Se muitas das escolhas feitas pela presidenta Dilma mereceram críticas, as feitas pelo usurpador não merecem nem ser comentadas.

De uma coisa, porém, ninguém pode reclamar: os neoministros não escondem as suas intenções e deixaram bem claro por que integram o bando que se apossou do Palácio do Planalto.

Um deles decretou o fim do SUS.

Outro, o da educação gratuita.

Mais um, o da habitação popular subsidiada.

Desemprego em massa e mais recessão estiveram no cardápio apresentando pelo da Fazenda.

E por aí vai.

Teve um, porém, que chocou a todos, um pastor evangélico (aleluia!), que foi parar numa pasta chamada de Indústria, Comércio e Serviços, não pelo que anunciou, mas pelo que deixou de anunciar.

"A indústria é um setor que eu tive pouca afinidade, embora tenha sido contador de indústria no início de minha carreira", disse à repórter Cristiane Agostine, do Valor.

O pastor, ao confessar a sua ignorância, não se confundiu, nem sobre a sua identidade, nem sobre a sua atual função, nem sobre onde estava naquele momento.

Em seu templo, certamente, ele se dirigiria aos fiéis com certezas absolutas - afinal, em tempos de crise, não deve estar fácil como antigamente cobrar o dízimo.  (Carlos Motta)

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